
{Tartaruga de pente: cata comida entre as fendas dos corais e desova no litoral norte da Bahia e sul do Rio Grande do Norte}
Bem, só tem chovido em São Paulo e em meio Brasil. Mas pouco importa. Quando o verão vem chegando mesmo o mais encharcado dos urbanóides mantém as esperanças: nesse fim de ano vai dar praia.
Garanto que TODO MUNDO pensa assim. Ou quase. Ano passado, eu fazia uma matéria de capa para a revista Superinteressante sobre o Fim dos Oceanos quando descobri um dado que me surpreendeu: 80% do turismo do planeta é concentrado no litoral. Praias e corais são os grandes destinos.

{Tartaruga verde tabém gosta de praia. Ela vira vegetariana depois de adulta e é das menos importunadas no Brasil - desova em Noronha, Atol das Rocas e Ilha de Trindade}
Com isso, não dá pra ter uma dimensão mais real de quanto o turismo pode destruir? Porque se a costa é endereço preferido das férias de 8 em cada 10 de nós, é também o de ecossistemas como os manguezais, as restingas, os recifes de corais, todos crucias para a saúde do mar.

{O sexo da tartaruga oliva: ela é a menor de todas - só chega a 60 quilos. Desova no litoral de Sergipe, norte da Bahia e sul de Alagoas}
Bem, pois estou aqui fazendo uma outra matéria “oceânica”, fuçando no site Projeto Tamar - que, aliás, faz 30 anos e acaba de inaugurar na Praia do Forte o aquário Aventuras no Submarino Amarelo, só com animais que vivem entre os 200 e 1.000m de profundidade – quando topo com um videozinho muito fofo sobre as tatarugas marinhas.

{Tartaruga cabeçuda à milanesa – não salive, a pesca é proibida no Brasil. Ela desova no litoral do Espírito Santo, Bahia, Sergipe e norte do Rio}.
O filme conta com imagens reais e animação o que você já está desconfiando: que as tartarugas marinhas também estão loucas pra pegar praia no verão. É a época em que elas vêm ao litoral pra botar seus ovos e acasalar.
No meio das imagens engraçadas e legendas idem – “in the Mediterranean”, diz a locutora; ”No Brasil”, traduz a legenda” – o filme dá uns toques de como viajantes e operadores de turismo podem agir para não ameaçar ainda mais asbichinhas – todas as sete espécies do mundo, cinco com presença no Brasil, correm risco de extição.

{Tartaruga de couro: gigantona com 700 quilos, desova só no litoral norte do Espírito Santo e é a mais ameaçada por aqui}
Do tipo? Nas praias de desova, não caminhar à noite, boicotar bares e hotéis que tenham iluminação na orla, não deixar cadeiras e guarda-sóis de um dia para o outro na areia e nem usá-los de dia no fundo da praia – só perto do mar. Fora tomar cuidado ao dirigir jetskis e lanchas perto das praias, onde as tartarugas tomam um solzinho na superfície.

{Tartaruga verde botando sua centena de ovos em Atol das Rocas: não perturbe}
É uma gracinha. E conta mil e uma curiosidades da vida da tartarugas marinhas. Se eu tivesse um filho, mostrava pra ele djá. E programava um passeio, nesse verão, a uma das sedes do Tamar: na Praia do Forte ou Arembepe (Bahia), em Ubatuba (São Paulo), em Noronha, em Almofala (Ceará), em Guriri (Espírito Santo), na Barra da Lagoa (Floripa) e em Pirambu ou Aracaju (em Sergipe).

{A tartaruga verde, meio vermelha: dia de fúria?}
Assista ele aqui:
Todas as fotos são do Projeto Tamar.
Tags: Atol das Rocas, Bahia, ilhas, Noronha, Sergipe
terça-feira, dezembro 8, 2009 às 23:50 |
A-d-o-r-e-i! Conheci o Projeto Tamar em 2004, na Praia do Forte. Foi uma linda experiência! =)
quinta-feira, dezembro 10, 2009 às 8:24 |
Claudia,
Sou apaixonada por tartarugas… Acho os projeto TAMAR super importante, e o trabalho de conscientização que eles fazem, em especial com o povo local, é surpreendente. Já fui 2 vezes a Noronha e percebi a real importância do projeto quando vi que até pouco tempo atrás os pescadores COMIAM tartarugas e seus ovos também. Ainda bem que esse quadro vem mudando, mas a gente vê muita turtle enroscada ainda em redes de pesca no litoral.
Mas temos que dar o exemplo e contribuir para as coisas serem diferentes!!!
quinta-feira, dezembro 10, 2009 às 15:19 |
É, meninas, a sorte das tartarugas marinhas é que, pelo menos, elas são carismáticas. A chamada “espécie-bandeira”, como o panda. Quem não acha fofa uma delas? O bom das iniciativas como a do Tamar é que medidas de proteção à tartaruga acabam beneficiando também várias outras espécies. Bejo!
terça-feira, agosto 31, 2010 às 17:44 |
nossa amei essa materia
gostei muito
domingo, novembro 28, 2010 às 14:51 |
o progeto e maravilhoso eu adorei
domingo, novembro 28, 2010 às 14:52 |
para que ameaça elas eu não se por que