A parada pro café não é o melhor momento de uma viagem?

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Eu sei, exagerei um pouco no título. E também quebrei a série sobre a Provence. Mas é que hoje eu PRECISO fazer uma homenagem à paradinha pro café. Àquele momento tão despretensioso em que você, turista curioso e feliz numa cidade que não é a sua, resolve ter a iluminação de pausar a programação do dia assim, do nada, para tomar um cafezinho.

Pra mim, o momento da parada pro café é sagrado. Veja bem, não estou falando de uma sentada rápida num boteco pra engolir um expresso antes de voltar ao, como diria o Riq, lerê. Algumas corridas de obstáculos pelas atrações turísticas de uma cidade podem até incluir paradas pro café, que nada mais são do que descansos aos pés.

Não é isso. Falo aqui de topar no meio da rua com um café agradável, de preferência com mesas na calçada, de esquina, ou ao menos com janelões e boa visão dos transeuntes, entrar nele e ficar. Olhando o movimento, pensando na vida, lendo na revista a programação cultural da semana. E, no meu caso e no de uma legião de amantes da bebida, com uma bela xícara de café fumegante entre os dedos. Ou seria com o aroma viciante dele sob o nariz? (Às vezes tenho sérias dúvidas sobre o que mais gosto no café, se do gosto ou do cheiro).

Claro, sei que há também paradas pro café para se tomar um chá, uma cerveja ou até mesmo uma (argh) coca-cola. Ou a parada pro café para comer um doce. Para fumar um cigarro/charuto/cachimbo. O importante é a parada. Num lugar onde as únicas atrações sejam, além do café (chá, breja, conhaque, torta de morango), sua mesa, seu garçom, seus pensamentos, os passantes…

É nessas horas que me vem à cabeça a desconfiança de que talvez o melhor momento de uma viagem não seja nada que você tenha visto, feito, bebido, comido, fotografado. Mas a parada pro café. E tudo aquilo que acontece dentro na sua cabeça quando você dá a ela a chance de ficar à toa, quieta, processando tudo aquilo de novo que você viu, fez, bebeu, comeu e fotografou.

 ****

PS: devo confessar que a motivação para toda essa pseudo-metafísica-cafeíno-turística de hoje é um presente que acabo de ganhar do meu irmão e da minha cunhada, trazido da Itália: uma super ultra mega maxi máquina de café expresso Bugatti. Como dá pra ver abaixo, ela não só trouxe ao meu humilde lar o luxo de um inconfundível expresso italiano, como também é um  objeto de decoração lindo!

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🙂

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19 Respostas to “A parada pro café não é o melhor momento de uma viagem?”

  1. Camila Says:

    Também adoro cafeterias e afins, mas confesso que prefiro um chocolate ao café.😉 De qualquer forma essas paradas são mesmo essenciais. Descansar, observar a rotina do lugar, passar o tempo… É mesmo uma delícia!

    E que presentão, hein! Pra uma adoradora de café não deve ter nada melhor!

  2. Claudia Carmello Says:

    Oi Camila, nem fale, tô tão no clima cafeína que acho até que vou continuar esse post amanhã, fazendo uma lista com minhas cafeterias favoritas…

  3. Gabriel Says:

    Nossa que bela parada para reflexão. Realmente pensar um pouco nas coisas que vivemos em uma viagem traz umas emoção especial de plenitude. Mas tomar café me deixa um pouco acelerado, prefiro comer uma bela torta de morango com uma agua mineral….

  4. Luca Says:

    Ao lado da pausa para o café, inlcuiria a descansadinha no parque. Atividades diferentes, mas com os mesmos propósitos e resultados.

  5. Claudia Carmello Says:

    Olha… tem razão, Luca. Também adoro o pique-nique no parque. Bom ainda mais pra quem precisa da sensação de “estar fazendo alguma coisa” onde quer que esteja… E assim se sente fazendo um programa, enquanto apenas relaxa no parque.

  6. Luiz Felipe Says:

    Eu prefiro aqueles momentos que você passa dentro do trem ou ônibus, entre uma cidade e outra. Você vê aquela vidinha nada turística dos subúrbios pela janela, vê pessoas acordando, roupas sendo esticadas no varal, crianças uniformizadas indo pra escola…e descobre a essência daquele lugar.

  7. eduluz Says:

    Eu estou com você. Todas as paradas são importantes.
    Inclusive as que acontecem quando você está muito acelerado e à procura de não sei o quê!!!
    Não sou viciado em café como a minha esposa, mas estou aprendendo a gostar de um bom blend.
    E esta tua Bugatti ( é realmente pra ficar num lugar iluminado no meio da sala ! rs) deve fazer uns especiais !!
    Ótimo post!

  8. Claudia Carmello Says:

    Edu, tem razão! Tô mesmo pensando em fazer um altar pra ela aqui na sala. hehe. Luiz Felipe: isso me lembrou minha birra em viajar de avião por trechos curtos – não só é poluente pra diabo, como você ainda perde uma chance preciosa de sacar esses subúrbios todos que fazem a sua transição emocional de um destino a outro. Ótima lembrança!

  9. Marina Motomura Says:

    Oi, Clau, tudo bem?
    Estou seguindo seu blog e adorando. As pausas para o café são válidas mesmo na nossa própria cidade – poxa, quando descubro um cafezinho em uma rua perto de casa que eu não conhecia fico tããão feliz! Desculpa perfeita para fugir do caos diário e tomar um espresso.
    Beijos

  10. Pri Guti Says:

    Claudia, inspirada em você e fiel seguidora, desde o viajeaqui, também me inspirei na magia do café e citei seu post. Quando puder me dê uma visitinha! Abraço!

  11. Claudia Carmello Says:

    Oi Má! Que legal que você tá por aqui. Só podia ser fã do cafézinho também… Pri Guti: que bacana, vou passar lá já já. Beijos, minas

  12. Mari Campos Says:

    Claudinha, querida, em primeiro lugar, desculpa a demora em comentar por aqui. A viagem passou por uma fase corridinha e movimentada e nao andava sobrando muito tempo – mas super parabens pela casa nova, agradabilissima!!! 😉

    Eu tambem sou super fa das paradinhas para o cafe; e, sim, algumas excelentes lembrancas de viagens que tenho estao totalmente ligadas a esses momentos. Estava ate preparando um post sobre isso para o SPM.

    E que luxo essa maquina, hein? To namorando uma dessas desde minha estadia toscana… :mrgreen: Bjs!

  13. Claudia Carmello Says:

    Oi Mari! Não volte daí sem essa máquina! Ou despache pro Brasil com alguma amigo, famililar que for te visitar. Também to acompanhando sua viagem. babando… Bejo

  14. rosana Says:

    Eu quero logo tomar um cafézinho desta cafeteira. Me convida?

  15. Zé Maria Says:

    Na melhor das intenções:
    Café espresso; trem expresso.

  16. Claudia Carmello Says:

    Oi Zé Maria! Eu prefiro o expresso do café que o do trem. ;o) Mas sério, espresso é em italiano. Pode até ser mais charmoso, mas por que não usar o termo em português, “expresso”?

  17. Zé Maria Says:

    Eu acho que espresso não tem tradução, pois é o método de tirar o café… mas isso tudo é besteira, né?
    Parabéns pelo blog.

  18. Claudia Carmello Says:

    esse argumento é bom, hein? ah, é besteira mas é divertido colocar as escolhas de termos à prova. Adorei seu comentário. E brigada pela visita!

  19. livingstone dias Says:

    fizemos isto, viajando num grupo de 4 casais, paramos numa pequena

    vila, no sul da alemanha, e assim tomamos aquele cafezinho, num lugar

    que não ficamos sabendo nem o nome.

    abraços

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