Você sabe que está em Zanzibar quando…

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{O kikoy, a tanzanita, o saquinho de spiced tea, a cumbuca de madeira e as favas de baunilha: very very zanzibari}

1-Todas as criancinhas de Stone Town prestam muita atenção em você e, quando chegam perto, te olham com aquele sorrisinho maroto e dizem: jambo! (oi, em swahili). Na sequência, ainda podem te gritar “mzungu!” (gringo).

2- Não se vêem homens de bermuda e quase nenhuma mulher sem véu na cabeça.

3-Você encontra suco natural de frutas em qualquer esquina. Parece perfeito. O difícil é achar suco de UMA só fruta. A moda local é o tal suco ”mixed” (normalmente de maracujá com abacaxi mais manga). E se você pergunta “mas quais são as frutas desse suco? Não dá pra fazer só de uma delas?”, eles te respondem “they are TROPICAL fruits, you’ll like it!” (Como quem diz: pra gringo, sendo fruta de verdade já é o máximo).

4- Você ouve a expressão hakuna matata (no problem) pelo menos uma vez a cada três frases da conversa com um beachboy (carinha que te aborda na rua oferecendo tours guiados, se você diz não, oferece táxi, se diz não, camisetas piratas da seleção da Tanzânia, se diz não, maconha… e por aí vai).

5- O epíteto “Ilha das Especiarias” não é mera jogada de marketing ou desculpa pra vender quilos de caixinhas de cravos, cominhos e cardamomos como suvenir. Tudo que te servem vem condimentado mesmo (não necessariamente apimentado, mas cheio desss temperos). O chai (chá), que eles tomam o dia todo, tem spices. As comidas, arrozes, peixes, samosas dos restaurantes, têm spices. Até o suco mixed de frutas fácil fácil virá temperado com gengibre – e ninguém avisa. Eu delirava. Mas quem não gosta de nada picante, é bom alertar sempre antes (só não garanto que vá funcionar).

6- Você fica surpreso ao abrir um cardápio após o outro e achar muuitos pratos da cozinha indiana – as trocas comerciais e culturais com o “vizinho” do outro lado do Índico são mais intensas do que se imagina.

7- Não se vê uma só mulher local sozinha pela rua, assim, de bobeira. Quem está na rua é porque está cumprindo alguma tarefa – normalmente, compras.

8- As mesquitas lotam cinco vezes ao dia, após o chamado para a reza vindo dos minaretes – é emocionante ouvir o chamado, mas turista não pode entrar nos templos, não.

9-Você não pode evitar a apreensão ao caminhar pelos becos escuros e labirínticos do souk, o bairro comercial tipicamente árabe que domina o centro de Stone Town, depois que escurece. (Eu confesso que, nas primeiras horas, mesmo de dia eu ficava tensa). Mas aos poucos você entende que, sim, é seguro.

10- As vitrines das melhores lojas estão cheias de jóias e gemas de tanzanita, a pedra preciosa azul escura e rara, só encontrada aos pés do Kilimanjaro. Ela já é chamada de “pedra da geração”: as minas só devem durar essa.

11- Depois de muita barganha, você acaba levando um produto por menos da metade do preço anunciado – é por isso que você voltará pra casa com mais kikoys (a canga local), saquinhos de chá e favas de baunilha do que manda o bom senso.

12- Mesmo que já chegue ali sabendo da história local, você demora um pouco a juntar o quebra cabeça da mistura cultural alucinante que é Zanzibar: África Negra, mundo árabe, cozinha hindu, mão inglesa etc. É demais! (Por isso, não deixe de reservar um par de dias para a capital, Stone Town. Nas praias, essa miscigenação doida é pouco percebida.)

 

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5 Respostas to “Você sabe que está em Zanzibar quando…”

  1. Lu Malheiros Says:

    Claudia,
    Fiquei meio desconectada do mundo por uns dias e ainda não li todos os seus posts,mas eles estão ótimos! A vontade de ir para Zanzibar só cresce!
    Bjs

  2. Claudia Carmello Says:

    Brigada, Lu! Não é demais? Eu adorei. Bejo

  3. Claudia Chow Says:

    Acho q minha maior dificuldade lá seira suportar o cominho… detesto…

  4. Emília Says:

    Claudia, eu sei que estou atrasadíssima, mas queria te deixar um grande beijo e desejos de um casamento muito feliz! (A lua-de-mel com certeza foi!😉 )
    Adorei os posts de Zanzibar, uma série totalmente imperdível, apaixonante. Aliás, como o seu blog, que, mesmo na loucura, tenho conseguido às vezes escapar e ‘viajar’ um pouco.
    Um beijo!

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